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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

as voltas

Passei a última semana elogiando Brasília. Me lembrando o quão lindo é passar pela Ponte JK todos os dias, ver o congresso nacional bem ali do lado. Atravessar o Eixinho e ver todos os prédios iguaizinhos, alinhadinhos com todas as árvores iguaizinhas. Me lembrei de como era caminhar por essa cidade, atravessar o Eixão ouvindo Legião Urbana e me sentir parte dessa história que Brasília é, mesmo que tão nova. Sou parte da cidade mais diferentona do mundo, sou uma das primeiras gerações da capital do  Brasil, uma das primeiras a dar identidade à cidade branca, a deixá-la um pouco menos fria.
E duvidei por um momento da minha vontade de ir embora.
Não é por falta de amor, mas porque ficar dando voltas no passado me faz ficar no passado também.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Crash

I repeat to myself every time i check my phone for your messages that that's just what i shouldn't be doing, and then i feel just like a fifteen years old, right when i have left the teens. I misread your signals, so i can't understand the obvious: you are breaking my heart again.  It does not matter how much time has gone by, how much older or wiser i've become, even how differently our lips and bodies connect. There's no fix up for you and me and this story.
No ending either.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Dieta

Tudo se complicou agora.
Por isso só te lancei todos os olhares que guardei pra mim quando você parou de me ver. Há algo doce em você que me falta no meu sangue. Te carreguei durante o dia como mais um dos problemas sem solução, mais uma das circunstâncias que se fosse outra... Por um momento, te imaginei espalhado pela minha vida, teu olhar sobre cada uma das minhas loucuras e teu sorriso pros meus exageros, te desejei em memórias que eu ainda vou ter, e quis o que não tive coragem de querer quando você estava aqui, sentado do meu lado, me assistindo responder todas as coisas apropriadas às suas afirmações inapropriadas. 
Depois te guardei em tinta nas páginas de um caderno, e agora espero essas palavras se perderem entres as folhas, junto com as palavras dos outros que se perderam. E amanhã, só vou te lançar todos os olhares que guardo pra mim quando você parar de me ver. 
Te desejo tanto porque não posso te ter.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

auto-sabotagem

Eu sou muitas coisas e sinto muitas coisas, e tenho certeza que não é aqui, assistindo essa aula de quarta feira de manhã que eu vou encontrar aquilo que eu tô procurando. Sou intensa e sou claramente a mistura de muitas coisas, o que me faz um tanto exótica. Fiquei com os genes mais podres da inteligência emocional, isso é certo, mas é isso que me faz viver, que me guia por dias difíceis, que me faz ter vontade de respirar, a certeza de que a felicidade é tão infinita quanto a tristeza.
eu sou um monte, mas eu não consigo dizer.
Toda minha voz some ao saber que alguém do lado de lá do oceano vai julgar cada uma das minhas palavras, cada uma das minhas linhas. Tudo isso que eu tenho certeza que há dentro de mim se reduz à página branca quando eu penso que os próximos anos da minha vida dependem exclusivamente do que eu estou imprimindo nela.
Eu me duvido tanto quanto sinto, quanto sofro, quanto sou exótica, quanto tenho genes podres. E encarar essa dúvida é meu fantasma, e se medo tem alguma utilidade, gostaria de saber qual é a desse que eu sinto me prender, me fazer menor do que eu realmente sou. Minha auto-sabotagem não tem razão de ser.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Correios

Uma carta me esperava quando voltei do doce Rio de Janeiro. Uma carta que dava apenas as instruções de dirigir-me aos correios para buscar um pacote que só poderia ser entregue em mãos.
Trezentos lugares dentro de mim se encheram de esperança com essa instrução. Esse pacote poderia vir de qualquer canto do mundo, e assim eu esperava: que ele viesse de outro canto do mundo. Minha imaginação me levou aos dias mais doces de amizade e aos amores mais tenros e distantes. Fui até as palavras que me deram conforto e que agora já não estão e busquei na memória cada rosto que poderia ter lembrado de mim por motivo nenhum. E é claro que, enquanto eu dirigia, tocava no carro aquela música que me transporta pra outro tempo da minha vida.
O pacote turned out to be uma encomenda que eu já não esperava havia tempos. E me serviu pra lembrar que nenhum desses nomes que eu esperei ver escrito na caixa de remetente me enviaria coisa alguma por nenhum motivo. I'm impossible to forget, but i'm hard to remember.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

muita, muita saudade;

Do que ainda quase não passou. Estou colocando um fim em uma fase da minha vida. E fins me apavoram, despedidas me desesperam, desde sempre. E a perspectiva de ir embora sem me preocupar com o que eu deixo pra trás, apesar de extremamente interessante em uma esfera teórica, me vem na prática como uma evocação ao sentimentalismo que eu venho tentando evitar.
Claramente sem sucesso.
Em resumo, tenho saudades imensas das coisas na minha vida que já tiveram um fim. E, como eu fiz na maioria das vezes, este vai ser mais um sem o nó apropriado que deveria atar as sequencias da minha história. Eu pareço finalizar as coisas da minha vida sempre assim, deixando um pedaço de mim na tentativa de não sentir mais nada do que já passou. E só esquecer.
Claramente sem sucesso.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Qualquer lugar

Me perdi incontáveis vezes durante os últimos anos. Nem me lembro de como é me sentir encontrada. Nem me lembro se já me senti parte de alguma coisa. E me perdi até desse meu refúgio que era escrever, por ser bastante ciente de que eu só sei escrever sobre mim mesma, sobre as minhas próprias tempestades. E descobrir que isso implicava em revelar a mim me fez fugir disso e da maioria das formas de expressão não-superficiais. Tenho medos vários, tenho desejos vários, tenho sonhos vários como todo o resto do mundo. Mas nada me faz sentir banal.
E sei que há algo particular que me faz querer gritar ao mesmo tempo em que me fecha a garganta, e eu não sei bem qual é o nome disso, mas com certeza é o oposto de liberdade.
Sou eu mesma que me aprisiono. Eu sei.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

There are many of us.

Me encontro no estado mais nervoso em que já me encontrei desde os meus 10 anos, quando fiz o que minha mãe chamava de vestibulinho. Falo rápido, bato os pés em um tique nervoso constante, sinto meu coração pular pela boca com toda expiração. Preciso decorar hormônios, preciso aprender plantas, me esqueci o cálculo da assíntota, elétrica é puta difícil, meus pensamentos estão rápidos demais.
E isso poderia ser bom. Pra qualquer pessoa que não fosse pós-graduada em transformar sentimentos diversos em depressão. Quero chorar porque eu não sei tudo. Quero rir por ser tão desgraçada a situação de não lembrar de alguma coisa que eu já soube. Quero esquecer que as coisas mudaram tanto dentro de mim e que eu me adaptei à situação que sempre reprovei.
Não tem jeito, é minha conclusão disso tudo.
O mundo é uma merda e tem seu próprio curso. E não há alternativa, para pessoas ordinárias, senão adaptar-se àquilo que se é imposto.
Durante os últimos 6 meses, não li uma página de história, menos ainda de filosofia. Meu senso crítico foi pro ralo junto com o meu tempo de ler assuntos sobre os quais é interessante conversar. As bandas que eu ouço são as mesmas que eu ouço há 6 meses. Nem sei o que aconteceu com os artistas que eu sempre admirei. Não sei o que aconteceu com as pessoas que eu sempre admirei. Tudo aquilo que fazia parte de mim parou durante 6 meses pra que outras coisas que nunca me interessaram entrassem no lugar.
E eu gosto de física, gosto de biologia. Quase gosto de matemática.

Não sei mais quem é Banksy. Já posso mudar meu layout.
(não sei mais o que sou eu. Sou como os outros no fim das contas. Já posso parar de tentar.)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Mais erosão, menos granito.

Era mentira, você queria era granito. Você queria quem te olhasse nos olhos com ar de doçura e te dissesse todas as coisas boas de se ouvir, alguém que te beijasse na mesma medida que te abraçasse, que fosse sua amiga na mesma medida que fosse sua. Você queria granito e encontrou.

Era eu quem queria erosão.
Era eu quem queria alguém que me olhasse nos olhos com verdade. Mesmo que a verdade fosse álcool e Stálin. Eu queria alguém que me dissesse somente a quantidade de coisas boas de se ouvir suficiente pra me fazer querer mais do que as coisas boas, alguém que me beijasse com desejo de me abraçar e me abraçasse com desejo de me beijar. Era eu quem queria ser com alguém, não ter alguém. Era eu quem queria erosão. E eu encontrei: na mistura de mim mesma com aquele de quem o corpo eu sei de cór. De quem conheço todos os pêlos e gostos e rosto. Encontrei beleza na dificuldade e tranquilidade no tormento.

E você transformou-se num personagem.

Quero escrever em uma língua que eu não conheço

quero cantar e gritar e me sentir, mesmo que por um só segundo, livre de mim mesma e de toda a ânsia e angústia que carrego no peito pesado. Quero esquecer que muito mais há de ser apesar de tanto que já foi. Quero conhecer algum lugar novo dentro de mim e morar no confortável desconhecido. Quero tanto lembrar de tudo como bom passado que deixo pra trás pra me permitir seguir em frente!
Talvez meu erro seja ser tanta coisa e continuar tentando não ser nada disso. entende?

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

#Aprendi no Enem

que devo continuar postando no blog, otherwise não serei mais capaz de escrever sobre coisas inteligentes e vazias com pegadas pseudo preocupadas com direitos humanos. A verdade é que eu não escrevo palavras há muito mais tempo do que eu desejava, mas meus cadernos de números já estão no fim.

domingo, 5 de setembro de 2010

A linha tênue entre a vida e a ausência dela.

minha mãe (e a torcida do flamengo) acredita que a morte é a pior coisa, sempre. Eu não acreditava, mas hoje a capa do correioweb era "cinco pessoas morrem em acidentes de trânsito nesse fim de semana.". Encarando com muito mais pessoalidade que uma reportagem de jornal suporta, eu tomei todas as dores de quem morre e de quem "mata", acidentalmente. Delicado demais para ser discorrido nesse momento e nesse lugar, o tema deste post tem apenas uma finalidade: te(me) lembrar de que a vida é frágil. Frágil demais.
Essa é a razão para eu não acreditar em hedonismo e vertentes. Não acho que a gente tenha nascido com um rumo traçado, tampouco, no entanto, com o único intuito de aproveitar o presente como única possibilidade; Não acredito que tenhamos a tal missão divina, mas acredito menos ainda que vivamos sem justificativa, pra razão alguma.
Nem os acidentes, e principalmente esses, são ausentes de repercussão. Se eu sou um acidente de massas universais que se colidiram (e whatever), eu carrego comigo uma reação.

domingo, 29 de agosto de 2010

Fail.

A sensação é... O fato é que eu fiz várias coisas que não devia e não me levei a sério por muito tempo achando ser imune às conseqüências, ou, no mínimo, achando que as conseqüências não iriam me afetar tanto assim.
Afetaram.
Me preocupa que todas as nossas decisões tenham repercussão na nossa vida. todas elas. Eu achava que sabia o que tava pra vir, mas aconteceu que na primeira aula, eu vi esses três meses se transformando no monstro de sete cabeças que ele é pra mim agora.
A sensação é de surpresa. Mesmo que eu não estivesse surpreendida com os números que apareceram na tela do meu computador às 17:30h do dia 25. Mesmo que eu não estivesse surpresa com a ausência do meu nome na lista de aprovados e mesmo que eu não esteja surpresa com as comemorações popping no meu orkut.
Eu me surpreendi com.
Eu me assustei, eu acho. só.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Edemonia

Esse era o título de um post que eu iria escrever. Quando eu abri o aplicativo do ipod, ele já estava aí, com toda a sua ironia. Edemonia é a palavra mais próxima de felicidade que existe no idioma grego, é o ápice das conquistas do ser humano, o mais preenchido e contente que um indivíduo pode ser. É nos meus olhos vermelhos e inchados que repousa a ironia dessa palavra sequer existir.
Não sei ser senão assim: melancólica. Não sei não ser só.

- Posted from my iPod

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Nunca aprendi a dizer adeus

Nem a lugares, nem a coisas, nem a pessoas que amava. Sempre me deixei ausente ou fui embora sem aviso, por mais consciente do quanto isso é pior do que dizer adeus. Talvez eu nunca tenha aceitado o significado do fim, ou talvez eu tenha dramatizado muito mais do que deveria sobre isso também. Ou talvez eu não queira ser passageira pra ninguém e não queira perder ninguém nessa vida.

Mas eu não quero ser senão eterno.
Que os séculos apodreçam e não reste mais do que uma essência
ou nem isso.
E que eu desapareça mas que fique este chão varrido por onde passou uma sombra
e que não fique o chão nem fique a sombra
mas que a precisão urgente de ser eterno bóie como uma esponja no caos
e entre oceanos de nada
gere um ritmo.


- Posted from my iPhone

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

É a verdade o que assombra

Não sou escravo de ninguém, ninguém é senhor do meu domínio. Sei o que devo defender e, por valor, eu tenho e temo o que agora se desfaz.
Viajamos sete léguas por entre abismos e florestas.
Por Deus, nunca me vi tão só!
É a própria fé o que destrói. Estes são dias desleais.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Impotência

é a condição humana mais... dolorosa.
Não há o que se fazer, não há formas de amenizar a situação e não há resolução, prática ou não, do problema. Essa é a verdadeira condição do ser humano, expectador impotente.
por que, afinal, estamos nesse mundo se não somos capazes de mexer um milímetro que seja em sua rotação? Qual é o sentido de estar aqui, passivo a todos os acontecimentos imprevisíveis e devastadores, assistindo a nossa auto-destruição, à nossa eterna repetição dos erros do passado, à nossa contínua podridão encarnada em todos os fatos vis diários, ao nosso próprio sofrimento? Qual é o sentido de ter acesso a todo o tipo de informação e a todas as formas de manifestações - culturais, políticas, etc... - se, na realidade, o uso delas é tão limitado?
[post que nunca vai ser terminado]
OS ASSASSINOS ESTÃO LIVRES, NÓS NÃO ESTAMOS.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Realidade II

A realidade é que eu sou uma merda em matérias exatas, que eu não vou passar no vestibular do meio do ano e que só eu posso fazer alguma coisa pra deixar de ser um derrotada total.
Meus dramas adolescentes tão cada vez mais adultos agora que eu tenho que responder pelos meus atos e não posso culpar colégio, pais, vida...
É uma merda.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Pensamentos de um dia 12

número um (18:43)
Eu me perco em horas. Eu me perco nos minutos dos meus dias e me sinto sufocada pelo que eu devo. Pelo que eu posso. Eu já não sei onde e porque eu estou, eu apenas estou espalhada pelos lugares por onde já fui carregada. Não sei se em algummomento eu já escolhi o meu prórpio destino e me esqueci, ou se não é destino de ninguém escolher o próprio.

número dois (19:05)
Eu quase perdi um ônibus hoje por me distrair com os faróis dos carros que passavam. Me distraio com luzes, com faixas, me distraio com a própria vida. Às vezes duvido da minha própria certeza de que a gente tá nesse mundo por uma razão. Talvez a gente esteja aqui pra assistir mesmo...

número três (19:22)
Não tô propriamente infeliz. Não tô realmente com um medo constante que me impede de me deixar levar por amor e semelhantes. Eu estou ausente o tempo todo. Eu não estou dentro fe mim e não sei se vou voltar.

número quatro (20:00)
Hoje eu percebi que não sei mais ler o seu olhar. Desaprendi. Talvez eu não esteja ausente de mim, talvez eu esteja tão presente que eu mesma oculte a visão do externo. Será que você se tornou externo a mim?

número cinco (alguns minutos depois)
Será que é você que não me permite mais te ler?

número seis (mais alguns minutos depois)
Talvez eu esteja sofrendo e não saiba. Quão idiota é isso?

número sete (20:26)
Às vezes eu fico lendo coisas que escrevi e vendo desenhos meus e fico pensando em que eu estava pensando no momento em que os criei. Não tenho deixado de chorar por nenhum dia.

número oito (20:45)
Eu queria saber a razão de certas coisas, mas acho que isso todo mundo quer.