terça-feira, 5 de julho de 2011

Qualquer lugar

Me perdi incontáveis vezes durante os últimos anos. Nem me lembro de como é me sentir encontrada. Nem me lembro se já me senti parte de alguma coisa. E me perdi até desse meu refúgio que era escrever, por ser bastante ciente de que eu só sei escrever sobre mim mesma, sobre as minhas próprias tempestades. E descobrir que isso implicava em revelar a mim me fez fugir disso e da maioria das formas de expressão não-superficiais. Tenho medos vários, tenho desejos vários, tenho sonhos vários como todo o resto do mundo. Mas nada me faz sentir banal.
E sei que há algo particular que me faz querer gritar ao mesmo tempo em que me fecha a garganta, e eu não sei bem qual é o nome disso, mas com certeza é o oposto de liberdade.
Sou eu mesma que me aprisiono. Eu sei.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

vivi de 140 caracteres por tempo demais

Foi lá, hoje, ouvindo ele cantar tão pertinho de mim, que eu lembrei do por que de eu ter escrito tudo que eu já escrevi aqui. Lembrei, olhando nos próprios olhos do autor da música, do por que de este pedaço da minha vida ter esse nome: Os hão de ser.
E o motivo é bem simples: quando eu ouço as teclas sendo batidas em sintonia com o ritmo dos meus pensamentos, dos meus sentimentos, eu me sinto plena. Me enriqueço, me preencho de satisfação por perceber que existe poesia em cada segundo da vida de todos nós. Não importa o que há de ser, o que hei de sentir.
Os hão de ser são um monte de coisas que eu desconheço, mas que eu quero desvendar. Quero descobrir cada cantinho de mim e quero sentir tudo. E não quero parar de me sentir assim nunca. Assim como hoje: tendo de novo prazer em digitar cada letra deste texto.

Quero sentir tudo

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Gostaria de escrever

Mas me sinto brega. me sinto esquecida. me sinto furiosa com a minha falta de capacidade e de coragem pra dizer todas as coisas que me pertubam;
não sou uma escritora, eu descobri. Sempre achei que seria isso que eu acabaria fazendo, mas eu me descobri uma falsificadora, uma reprodutora barata de modelos, não sou capaz de inventar histórias criativas que preencheriam meu portfólio de Oficina de Texto. Escrevo controladamente, penso controladamente, ajo controladamente.
Gostaria de não ser controlada, às vezes.
Não sou simples como minhas roupas parecem. Não sou calma como a forma como eu dialogo transparece. Não sou tranquila, não sou equilibrada.
Não caibo dentro de mim.
Mas não consigo deixar de parecer (isso).

(Meu sonho é ser livre.)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Não sei se é isso.

Não sei se é cá ou lá. Não sei se perdi o momento certo de encontrar o meu lugar ou se sou eu mesma que faço questão de me sentir perdida. Não sei se encontrei de verdade a coisa que eu quero fazer pro resto da vida, não sei se estou satisfeita com todas as coisas boas que têm me acontecido.
Não sei se fico ou passo.
...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

não

Não sou uma otimista. Gosto de começar frases por advérbios de negação. Me sinto sozinha. Talvez volte a escrever. Já quis ser escritora, mas é preciso ser triste, e minha tristeza é intensa como a de Sylvia Plath. E ela se matou. Mas o que fazer com tanto dentro de mim?
Gostaria de sentir moderadamente. Porque a alegria é insuportável, a dor é insuportável... a solidão.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Não posso mais escrever para os outros. Tá uma merda. Preciso lembrar de como é escrever pra mim mesma, descobrir as coisas pra mim mesma, defender causas por mim. Tô cansada de tentar preencher as expectativas dos outros.
Tô cansada de tentar provar pra todo mundo que eu não preciso provar nada pra ninguém.

domingo, 9 de janeiro de 2011

a subida mais escarpada e mais à mercê dos ventos é sorrir de alegria